segunda-feira, 4 de outubro de 2010

traduzindo.


Não sabia que nome dar a esse post. "Traduzindo" é mais ou menos porque a música parece que tem horas que é escrita pra a gente, né? Me impressiona. Então resolvi toda semana escolher uma música que esteja me representando, e a dessa é Just So you Know, de Jesse McCartney.

I shouldn't love you
but I want to,
I just can't turn away
I shouldn't see you
but I can't move
I can't look away

And I don't know
How to be fine, when I'm not
Cause I don't know
How to make this feeling stop

Just so you know
this feeling is taking control of me
and I can't help it
I won't sit around
I can't let it win now
I thought you should know
I tried my best to let go, of you
but I don't want to
I just gotta say it all before I go
Just so you know

It's getting hard to, be around you
There's so much I can't say
and do you want me to have feelings
and look the other way

É minha semana tá bad :/ dá pra ver pelos outros posts né? Mas é isso aí, como diz o antigo, são só "etapas" (espero eu!)

sábado, 2 de outubro de 2010

Etapas.


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

Fernando Pessoa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Deu vontade de escrever.


Não sei porque diabos sinto vontade de escrever perto da meia noite, talvez porque eu esteja com sono, e comece a pensar nas coisas que fiz, e em coisas completamente diferentes do que costumo pensar. Estava refletindo: o que é o amor? Basta querer definições que recorremos logo ao dicionário, e ele diz mais ou menos assim: 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual.
Essas são só 3 das 12 definições que ele dá. Mas não é aí exatamente aonde eu quero chegar... eu não quero uma definição, ou quero, já não sei, eu quero entende-lo, decifrá-lo. Porque uma coisa boa, leva a algo tão ruim? (estou falando do tal "sofrimento"). Alguns consideram que nem tudo são flores, mas PORQUE? Quem foi que disse isso e virou regra?
Sei bem porque escrevo isso. Sinto muita falta de uma determinada pessoa, agora somos somente amigos, e talvez eu não saiba o que é realmente esse tal sofrimento que o amor gerou, porque ainda sou muito novinha pra isso - ou não. Será que é amor? Será que é paixão? E porque uma coisa tão linda pode acabar? Porque as pessoas não se sentem satisfeitas com aquelas que estão e querem sempre transcender, seja em qualquer assunto, inclusive no amor? Porque? Porque que nem tudo tem volta e você tem que aceitar que acabou, por mais que você não queira? Essas são perguntas que nem as pessoas mais sábias são capazes de me explicar, por mais que saibam suas respostas, o que não é provável.
Sei que várias pessoas me diriam "que nada, você é muito nova pra isso, não precisa ficar assim por causa de uma pessoa". Eu posso até ser essa tal "novinha" que dizem, mas eu sei muito bem o que eu sinto, e eu também tenho os meus momentos de desabafo. Quando me perguntam se eu já me arrependi de alguma coisa, eu não nego; já me arrependi sim! e acho que essas pessoas que dizem não ter nenhuma mágoa, tem é medo de assumir, mas tá tudo guardado ali dentro.
Ao longo da minha convivência, eu descobri, e provavelmente ainda não descobri todos os benefícios que tem os sentimentos. Fico encantada com a capacidade que algumas pessoas tem de me decifrar, de saber o que eu estou sentindo naquele momento, mesmo que eu não fale nada.
Essas perguntas ficarão pra sempre na minha cabeça, ou não, quem sabe um dia eu não leia todas as coisas que escrevo e diga: ah, como eu era bobinha. Mas não acho que isso vá acontecer.

Só de sacanagem.

Assim como algumas letras de músicas me encantam, sou apaixonada por um texto da Elisa Lucinda, e acho que ele se encaixa muito bem nessa época de eleições. Principalmente depois de toda essa presepada que virou a política brasileira...

Só de sacanagem - Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

sábado, 18 de setembro de 2010

é isso que chamam de política

São exatamente 01:02 da manhã de um sábado, ou melhor, domingo. Estou sem sono nenhum, e resolvi olhar meu e-mail, só pra não perder o costume. Recebi um texto de Arnaldo Jabor, que mesmo com seu humor, fala de coisas sérias, e, nesse caso, preocupante.

VOTE NA DILMA por Arnaldo Jabor

VOTE NA DILMA !
as promoções da época!
Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.

Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.

Não pense que a promoção termina aqui.

Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.

Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.

Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.

E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.

Tudo isto e muito mais..

Não preciso fazer muitos comentários diante disto. Acho que da minha família inteira, a pessoa mais revoltada com política sou eu. Falo sério! Vocês já pararam pra assistir as propagandas políticas? PALHAÇADA. Acham que o Brasil é um brinquedinho, e que um ou outro deputado federal não vai fazer diferença nenhuma. FAZ SIM, CARAMBA! Um deputado a mais CORRUPTO significa mais dinheiro roubado e menos Brasil! Não faz sentido votar em pessoas que tem a cara de pau (desculpem, mas não tenho outro nome pra isso) de aparecer no horário político, pra fazer bagunça dizendo "eu não sei o que um deputado estadual faz, mas se eu for eleito, vou saber". COMO ASSIM? COMO ASSIM PESSOAS DESSE NÍVEL PODEM SE CANDIDATAR PRA GOVERNAR O NOSSO PAÍS? O PIOR! COMO ASSIM ESSAS PESSOAS QUE ESTÃO DO LADO DE CÁ, ASSISTINDO A ESSES HORÁRIOS POLÍTICOS VOTAM EM PESSOAS COMO ESSAS?
Desculpem minha revolta, mas eu fico realmente fico chocada com o que acontece.
Não vou me despedir com beijinhos hoje.

LUTO pelo meu Brasil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

... e a faculdade?


Estou no 2º ano do ensino médio, que significa: você está quase no vestibular! Não que me assuste, mas é que começou a bater a dúvida! Na realidade, nunca tive dúvidas sobre o que fazer, penso (ou pensava) em direito, e tenho (ou tinha) isso bem concreto na minha cabeça. Mas foi a partir daí que começou a confusão! Todos os meus amigos dizem que não conseguem me enxergar seguindo uma carreira de direito, porque meu estilo fala muito sobre mim, e sou mais parecida com publicidade, moda, esse tipo de curso. Não vou negar que a maior vontade que eu tenho é fazer moda, é o meu sonho, e ainda pretendo morar um tempo fora do país só pra fazer. A palavra "país" me dá um frio na barriga... aqui no Brasil não é fácil ser muito bem sucedido no quisito "moda"! E aí, como fazer?
Devido a minhas dúvidas, venho pensando muito no que realmente eu quero. Eu realmente quero fazer moda, mas não acho que tenho lá muitas condições. Por isso que não me considero uma pessoa normal, pois direito e moda são coisas completamente diferentes. Mas não cheguei no ponto que queria ainda: eu ando pensando em jornalismo. Meus argumentos não são muitos, mas acho que jornalismo é algo que você pode migrar pra vários caminhos, e tem que gostar de escrever (e eu gosto, já é um bom começo). Estava pensando com meus botões: fazendo jornalismo, eu posso migrar tanto para uma área mais jurídica, quanto á moda que é o que eu gosto - não que eu não goste de direito, porque se não nem pensaria em fazê-lo!
Acho que não sou só eu que tenho essas dúvidas... Quando converso com meus amigos eles dizem pra fazer o que eu gosto, mas e aí? Eu gosto dos dois! Tá, eu gosto mais de moda do que direito. A única certeza que eu tenho é que não faço nem coisas relacionadas a medicina, enfermagem, e nem arquitetura. Aí, isso me lembrou que eu também penso em fazer design. O interesse começou depois que vi os trabalhos de minha prima, é muito legal! Mas acho que eu não conseguiria viver pra isso.
O que me resta é pensar! Eu ainda tenho um certo tempo..

xoxo, L.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

apenas leia.

Há alguns minutos cheguei de uma incursão da escola, e estou morrendo de vontade de escrever, mas como não estamos em aula de redação, vai ser aqui mesmo.
Fomos ao subúrbio aqui da cidade de Salvador, saindo lá da escola mesmo, num ônibus com ar condicionado e conforto, para nos dirigirmos a uma realidade diferente da nossa, e que, infelizmente, é triste. Como disse no outro post, não sou muito sentimental, mas estou me revelando bastante. Vou confessar que fiquei muito mexida com aquele lugar que parece não estar incluso em minha cidade, pois algumas pessoas o consideram como uma outra cidade.
A proposta era pegarmos o trem, mas ao chegarmos lá encontramos uma greve. Alguns colegas ficaram revoltados, pois acharam um absurdo não fazer a parte "principal" do trabalho. Concordei plenamente com os professores que estavam nos acompanhando, quando eles discutiram sobre o assunto tentando acalmar os ânimos de adolescentes que queriam andar de trem, e me fizeram pensar: porque fazem greves? a resposta é muito básica, porém ainda assim complexa e triste, ao pensar que esses trabalhadores não tem o reconhecimento que deveriam ter, e são ignorados pelo governo, apenas mais um trabalhador nessa cidade. O mais engraçado, é que ao percorrermos o caminho no ônibus, não faltavam propagandas eleitorais desses mesmos corruptos que não faziam nada para melhorar a vida de pessoas esforçadas.
Tenho a certeza de que alguns colegas, quando chegaram em casa, simplesmente entraram na sua bela "zona de conforto" - como diz minha professora - e não tenham dado a mínima para o que vimos lá. Sinceramente, não pensei que fosse refletir tanto sobre o assunto, mas ver aquelas casas coladas umas nas outras, lixo, uma coletividade da qual não estou acostumada, me tocou. As vezes reclamo muito sobre não comprar um sapato em uma loja de um shopping, mas brigo comigo mesma por estar reclamando por algo tão "besta", quando outras pessoas não tem a oportunidade de reclamar por isso, e sim por não ter um prato de comida garantido todos os dias, em horas marcadas.
É basicamente isso, e acho que isso não foi apenas uma incursão, foi muito além de estar num ônibus com meus colegas, é algo que realmente me fez refletir sobre o mundo que está ao meu redor - e eu não estou satisfeita com ele. Tenho que citar que fiquei incomodada por estar acompanhada de seguranças, uma farda que dizia de onde eu vinha, e que em alguns momentos me fez pensar que estava conhecendo algo completamente diferente do que eu já vi... me senti uma "burguesinha". Pensem nisso.

Beijinhos, Lari (: